PIRRONISMO EM SANCHES E MONTAIGNE

  • Marcelo Fonseca de Oliveira SEE-MG

Resumo

O problema do conhecimento das aparências encontra na tradição cética pirrônica seu principal afluente, reformulando-se no Renascimento e na Modernidade. Neste viés, desenvolve-se aqui alguns dos trechos mais relevantes para uma tomada de posição sobre o estatuto epistêmico das aparências no Que Nada se Sabe (1579) e nos Ensaios (1580, 88 e 92). Há probabilidade histórica de uma influência do texto de Sanches (1552-1623) em Montaigne. Este artigo, então, avança a pesquisa sobre o ceticismo no Renascimento europeu através de dois flancos: 1) evidenciando uma influência de Sexto Empírico em Sanches, até então inédita ou muito pouco explorada, e, 2) comentando trechos dos Ensaios que foram inspirados no Que Nada se Sabe.

Publicado
2021-07-16
Seção
Artigos