INSTRUMENTOS MEDIADORES DA APRENDIZAGEM CONCEITUAL MATEMÁTICA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Resumo

Esta revisão integrativa da literatura apresenta reflexões sobre os instrumentos mediadores da aprendizagem conceitual matemática utilizados nas práticas pedagógicas organizadas aos alunos com deficiência intelectual. O estudo se fundamenta na teoria Histórico-Cultural e abarca contribuições da literatura disponível nas bases de dados Scientific Electronic Library Online (SciELO), Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações (BDTD) e SciVerse Scopus. Após a seleção, foram considerados 21 estudos como amostra final. As pesquisas foram analisadas mediante as categorias: (a) instrumentos mediadores utilizados nas intervenções pedagógicas; (b) implicações na apropriação conceitual matemática. Com as análises, infere-se que as pesquisas avaliadas utilizaram diversos instrumentos mediadores estruturados e não estruturados, como: softwares, jogos matemáticos, sólidos geométricos, calculadora e objetos para contagem. Destaca-se que a sua utilização contribuiu para a apropriação conceitual matemática, mediante o planejamento de intervenções pedagógicas, que intencionavam a representação mental ao partir do concreto rumo ao abstrato. Ao se pensar o ensino e a aprendizagem de conceitos matemáticos para estudantes com deficiência intelectual, observam-se avanços nas pesquisas, tais como: as múltiplas possibilidades de intervenções com a utilização de diferentes instrumentos mediadores.

Referências

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa: Jogos na Alfabetização Matemática. Brasília: MEC/SEB, 2014. Disponível em: https://pnaic.ufsc.br/?page_id=985. Acesso em: 12 jan. 2021.

BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 12 jan. 2021.

BARTMEYER, C. A. P. Ensino de habilidades monetárias para educandos com deficiência intelectual (DI) da Educação de Jovens e Adultos (EJA). 2015. 162 f. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciência e Tecnologia). Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Ponta Grossa, 2015. Disponível em: https://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/2461. Acesso em:12 jan. 2021.

BOTAS, C. MOREIRA, D. A utilização dos materiais didáticos nas aulas de Matemática – Um estudo no 1º Ciclo. Revista Portuguesa de Educação, v.26, p. 253-286, 2013. Disponível em: https://revistas.rcaap.pt/rpe/article/view/3259. Acesso em: 26 jan. 2021.

BOTELHO, L. L. R., et al. O Método da Revisão Integrativa nos Estudos Organizacionais. Gestão e Sociedade, Belo Horizonte, v. 5, n 11, p. 121-136, 2011. Disponível em: https://www.gestaoesociedade.org/gestaoesociedade/article/view/1220. Acesso em: 26 jan. 2021.

BOUCK et al. Virtual manipulatives as assistive technology to support students with disabilities with mathematics.Preventing School Failure: Alternative Education for Children and Youth. V. 64. P. 281-289, 2020. DOI: 10.1080 / 1045988X.2020.1762157. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/1045988X.2020.1762157?journalCode=vpsf20. Acesso em: 12 jan. 2021.

BOUCK et al. Adding It Up: Comparing Concrete and App-Based Manipulatives to Support Students With Disabilities With Adding Fractions. Journal of Special Education Technology, v.33, p. 194-206, 2018. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0162643418759341. Acesso em:12 jan. 2021.

BOUCK, E. et al. Usingthe concrete-representational-abstract approach to support students with intellectual disability to solve change-making problems. Research in Developmental Disabilities. V. 60, p. 24–36, 2017. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27875782/. Acesso em:12 jan. 2021.

BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9.394, 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm . Acesso em:26 jan. 2021.

BRASIL. Lei nº13.146, de 06 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência), 2015. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm. Acesso em:26 jan. 2021.

CARVALHO, M. M.D. A formação de conceitos das operações matemáticas fundamentais por estudante com deficiência intelectual na educação de jovens e adultos: desafios e perspectivas. 2019. 228 f. Tese (Doutorado em Educação) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte, 2019. Disponível em: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/27579. Acesso em:12 jan. 2021.

CLEMENTE, M. E. COGOLLUDO-AGUSTIN, J. I. The Effectiveness of Teaching Geometry to Enhance Mathematical Understanding in Children with Down Syndrome. International Journal of Disability, Development and Education, n 66. v.2, 186-205, 2019. DOI: 10.1080034912. Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/1034912X.2019.1571171. Acesso em:12 jan. 2021.

DAMIANI M. F. et al. Discutindo pesquisas do tipo intervenção pedagógica. Cadernos de Educação, Pelotas, n. 45, p 57 – 67, maio/agosto, 2013. Disponível em: https://periodicos.ufpel.edu.br/ojs2/index.php/caduc/article/view/3822. Acesso em:12 jan. 2021.

GILLEY, D. P. et al.Development of Mathematics and Self-Determination Skills for Young Adults With Extensive Support Needs. The Journal of Special Education. P. 1–10, 2020. DOI: 10.1177/0022466920902768. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0022466920902768. Acesso em: 12 jan. 2021.

HORD, C. XIN, Y. P. Teaching Area and Volume to Students With Mild Intellectual Disability. The Journal of Special Education. V 49(2), p.118– 128. DOI: 10.1177/0022466914527826. Disponível em: https://doi.org/10.1177%2F0022466914527826. Acesso em:12 jan. 2021.

LOPEZ, J.M. Comprensión de la probabilidad de jóvenes con discapacidad intelectual. Revista Científica, n. 33, v. 3, p. 306-315, 2018. Disponível em: https://doi.org/10.14483/23448350.13326. Acesso em:12 jan. 2021.

MASCIANO, C. F. R. O uso de jogos do software educativo Hércules e Jiló no mundo da matemática na construção do conceito de número por estudantes com deficiência intelectual. 2015,179 p. Dissertação (Mestrado em Educação). Universidade de Brasília, Brasília, 2015. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/18185. Acesso em: 12 jan. 2021.

MENEZES, E. C.P. et al. Atendimento Educacional Especializado para alunos com deficiência intelectual. In: SILUK, A. C. P. (Org). Formação de Professores para o Atendimento Educacional Especializado. Santa Maria: UFSM, 2011. p.137-157.

NOLETO, C. A. S. A Construção do Número pela Criança com Deficiência Intelectual: A Percepção entre Diferentes Ambientes Escolares. 2017. 158p. Dissertação (Mestrado em Educação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: https://repositorio.unb.br/handle/10482/23935. Acesso em:12 jan. 2021.

ORIHUELA et al. An Instructional Package for Teaching Geometric Shapes to Elementary Students with Moderate Intellectual Disability. JournalofBehavioralEducation.v 28, n 2, p. 169–186, 2019. Disponível em: https://eric.ed.gov/?id=EJ1215642. Acesso em:12 jan. 2021.

ORTIZ, K. T. D. Possibilidades e Limites do Trabalho Colaborativo: O Processo de Aprendizagem das Equações de Primeiro Grau pelos Alunos com Deficiência Intelectual. 2019. 131 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação) Universidade Federal do Pampa, Jaguarão, 2019. Disponível em: https://www.unipampa.edu.br%3A8080%2Fjspui%2Fhandle%2Friu%2F4586&usg=AOvVaw2TtXSR3elkgAODGnc4-_OR. Acesso em:12 jan. 2021.

RODRIGUES, L. B. O uso da calculadora como recurso de tecnologia assistiva no ensino de aritmética para os alunos com deficiência intelectual inseridos na Educação de Jovens e Adultos. 2015. 237 p. Dissertação (Mestrado profissional em Ensino na Educação Básica - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2015. Disponível em: https://repositorio.bc.ufg.br/tede/handle/tede/5729. Acesso em:12 jan. 2021.

RODRIGUES, S. P. A. Aprendizagem do Conceito Científico de Fração por Alunos com Deficiência Intelectual: Os Resultados de uma Intervenção. 2017. 168 p. Dissertação (Mestrado Profissional em Educação). Universidade Federal do Pampa, Jaguarão, 2017.

ROOT, J. et al. Teaching Personal Finance Mathematical Problem Solving to Individuals With Moderate Intellectual Disability. Career Development and Transition for Exceptional Individuals. V. 40, p. 5–14, 2017. DOI: 10.1177/2165143416681288. Disponível em: https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/2165143416681288. Acesso em:12 jan. 2021.

SANTOS, B. C. M. Educação Financeira nas Trilhas da Inclusão no Ensino Fundamental I. Dissertação (Mestrado em Ensino das Ciências). 2017. 89 p. Universidade do Grande Rio “Prof. José de Souza Herdy” UNIGRANRIO, Duque de Caxias, 2017. Disponível em: https://tede.unigranrio.edu.br/handle/tede/286. Acesso em:12 jan. 2021.

SANTOS, T. M. O Aluno com Síndrome de Down nas Aulas de Matemática: Desafios e Perspectivas. 2018. 109 p. Dissertação (Mestrado em Ensino de Ciências Naturais e Matemática). Universidade Federal de Sergipe, São Cristovão, 2018. Disponível em: https://ri.ufs.br/handle/riufs/830. Acesso em:12 jan. 2021.

SHALOCK, R. L. et al. AMERICAN ASSOCIATION ON INTELLECTUAL AND DEVELOPMENTAL DISABILITIES — AAIDD. Intellectual disability: definition, classification, and systems of supports. 11th ed. Washington: AAIDD, 2010.

SILVA, R. A. F. et al. Quem são eles? Os alunos da minha sala? In: BRASIL. Secretaria de Educação Básica. Diretoria de Apoio à Gestão Educacional. Pacto nacional pela alfabetização na idade certa: Educação Inclusiva, Brasília: MEC, SEB, 2014. Disponível em: https://www.ufpel.edu.br%2Fantoniomauricio%2Ffiles%2F2017%2F11%2F10_Educ-Incl_pg001-096.pdf&usg=AOvVaw2n-y5OL9yY1AedR6kf1ido. Acesso em:12 jan. 2021.

SILVA, M. C. et al. A Educação Matemática para alunos com deficiência intelectual no contexto da escola inclusiva. In: PAVÃO, S. M. O. et al. Práticas educacionais inclusivas na educação básica. Santa Maria, RS: FACOS-UFSM, 2019.

VIGINHESKI, L. V. M. O soroban na formação de conceitos matemáticos por pessoas com deficiência intelectual: implicações na aprendizagem e no desenvolvimento. 2017. 275 f. Tese (Doutorado em Ensino de Ciência e Tecnologia). Ponta Grossa, 2017. Disponível em: http://repositorio.utfpr.edu.br/jspui/handle/1/2471. Acesso em:12 jan. 2021.

VIGOTSKI, L.S. Pensamento e Linguagem. São Paulo: Martins Fontes, 2008.

VIGOTSKI, L.S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
Publicado
2021-09-30
Como Citar
Noronha, A., da Silva, S., & Shimazaki, E. (2021). INSTRUMENTOS MEDIADORES DA APRENDIZAGEM CONCEITUAL MATEMÁTICA PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Revista Paranaense De Educação Matemática, 10(22), 149-173. Recuperado de http://revista.unespar.edu.br/index.php/rpem/article/view/892
Seção
Artigos Científicos